ECONOMIA CAPIXABA

Comércio exterior movimenta US$ 1,67 bilhão no Espírito Santo

As importações cresceram e puxam a corrente de comércio exterior no mês de fevereiro de 2026.

Em 26/03/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia

Foto: Adessandro Reis/Divulgação/Prefeitura de Vila Velha

Veículos de passageiros e aeronaves lideram as compras fora do país em fevereiro, com a China como principal origem. Ao todo, o Espírito Santo movimentou US$ 1,67 bilhão (R$ 8,82 bilhões.

O avanço das importações, lideradas por veículos de passageiros e aeronaves, colocou o Espírito Santo em destaque no comércio exterior em fevereiro. Ao todo, o estado movimentou US$ 1,67 bilhão (R$ 8,82 bilhões, com dólar a R$ 5,29), evidenciando sua atuação estratégica nas cadeias globais e porta de entrada de produtos no país.

Do total movimentado, as exportações somaram US$ 675 milhões (40,2%), enquanto as importações alcançaram US$ 999 milhões (59,8%). Em relação a janeiro deste ano, quando a corrente de comércio foi de US$ 1,64 bilhão, houve leve retração de 1,9% no fluxo total. Já na comparação com fevereiro de 2025 (interanual), o crescimento foi de 16,5%.

Os números são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), em parceria com o Sindiex, com base nos dados do Comex Stat, sistema oficial para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens.

Análise mensal

Na análise mensal, as exportações recuaram 7,5%, enquanto as importações cresceram 2,2%. No comparativo interanual, ambos os fluxos avançaram: alta de 9,7% nas exportações e crescimento expressivo de 21,6% nas importações, movimento que contribuiu para a ampliação da corrente de comércio.

No cenário regional e nacional, o Espírito Santo manteve participação relevante. As exportações capixabas responderam por 5,7% do total do Sudeste e 2,6% das vendas externas brasileiras. Já as importações representaram 8,1% das compras externas do Sudeste e 4,5% do total nacional.

Segundo o levantamento, o principal produto exportado foi o minério de ferro e seus concentrados, responsável por US$ 271 milhões (40,3% do total), mostrando a concentração da pauta em commodities minerais. Os Estados Unidos lideraram como destino, absorvendo 29% das exportações, seguidos por Egito (8%) e países como Coreia do Sul, Itália e França (6% cada).

Liderança

Nas importações, a China manteve ampla liderança, com 45% do total (cerca de US$ 450 milhões), seguida pelos Estados Unidos (18%). A concentração em economias industrializadas indica a inserção do Espírito Santo nas cadeias globais de produção, atuando como elo estratégico no abastecimento de insumos para a indústria, infraestrutura e mercado interno.

Entre os produtos importados, os veículos automóveis de passageiros lideraram, com US$ 260 milhões (26,1%). Em seguida, aeronaves e outros equipamentos somaram US$ 171 milhões (17,2%), com crescimento de 23,3% em relação a fevereiro de 2025.

Outro destaque do período foi a melhora dos termos de troca, indicadores que refletem a relação entre os preços das exportações e das importações: houve avanço de 7,8% no mês, resultado da elevação dos valores de produtos exportados e da redução nos custos do que foi importado. Isso sugere uma valorização dos itens capixabas em relação aos estrangeiros, gerando ganho de poder de compra, o que fortalece a competitividade internacional do estado.

Para o coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, os dados refletem o maior peso estrutural das importações na economia estadual.

“O crescimento das importações, especialmente de bens de maior valor agregado, evidencia o papel do Espírito Santo como plataforma logística nacional e ponto de integração às cadeias globais de produção.”

O perfil da pauta comercial, segundo Spalenza, também ajuda a explicar o cenário.

“A concentração das compras externas em países como China e Estados Unidos mostra que o estado não apenas consome, mas também redistribui insumos estratégicos para a indústria e para o mercado interno, o que fortalece sua posição no comércio exterior brasileiro.” (Por Kelly Kalle/AsImp/C2 Press)

Pesquisa:
A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no LINK

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