AGRICULTURA

Crédito rural para agricultura familiar cresce R$ 235 milhões

Crédito rural para agricultura cresce R$ 235 milhões no Espírito Santo e supera R$ 2,36 bi.

Em 08/04/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia

Foto: Freepik

O plano é resultado de uma construção coletiva que envolveu entidades representativas dos produtores rurais e dos pescadores, definindo atividades agropecuárias prioritárias para aplicação dos recursos, com taxas equalizadas e abaixo da Selic.

O crédito rural destinado à agricultura familiar no Espírito Santo apresentou avanço no período de julho de 2025 a março de 2026, totalizando R$ 2,37 bilhões, um crescimento de 11% em relação ao mesmo intervalo anterior. Em termos absolutos, isso representa um acréscimo de aproximadamente R$ 235 milhões injetados no setor.

Esse desempenho positivo ocorre no contexto do Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo, lançado pelo Governo do Estado em parceria com a União e diversas instituições financeiras, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banestes, Sicoob-ES, Sicredi, Cresol e Bandes. O plano é resultado de uma construção coletiva que envolveu entidades representativas dos produtores rurais e dos pescadores, definindo atividades agropecuárias prioritárias para aplicação dos recursos, com taxas equalizadas e abaixo da Selic.

Para o subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch, o desempenho evidencia o direcionamento mais eficiente das políticas públicas no Estado.

“O Espírito Santo cresceu 11% em valor enquanto o Brasil teve queda de 0,1% no volume financeiro aplicado. Isso mostra que, no Estado, a agricultura familiar tem sido mais dinâmica que a média nacional. Esse resultado é reflexo de políticas públicas que integram crédito, assistência técnica e apoio à comercialização, elevando a qualidade do investimento e a renda no campo”, pontuou Tesch.

Desempenho por modalidade de crédito

No custeio, houve expansão simultânea em volume e número de operações. Foram 11.844 operações, alta de 11%, com R$ 969,1 milhões aplicados, crescimento expressivo de 21,6%. O dado indica maior demanda por capital de giro, associada à intensificação das atividades produtivas e ao aumento dos custos operacionais no campo.

Já no investimento, o número de operações recuou 5,3%, passando para 15.433 contratos, enquanto o volume financeiro avançou 4,7%, atingindo R$ 1,39 bilhão. Esse movimento sugere maior concentração de recursos em operações de maior valor.

No consolidado, o Espírito Santo registrou 27.277 operações, crescimento discreto de 1,2%, mas com aumento relevante no volume financeiro total. A combinação de leve expansão no número de contratos com forte elevação nos valores médios evidencia um crédito mais robusto e direcionado. (As informações são da Seag)

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