ECONOMIA CAPIXABA

Estado se consolida como hub de importação de alto valor

Em janeiro e fevereiro, aeronaves responderam por US$ 310 milhões das importações do Espírito Santo.

Em 26/03/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia

Foto: Divulgação/Secom/Governo do Espírito Santo

A novidade é que imigração de tripulações passa a ser feita em Vitória, agilizando nacionalização, reduzindo custos e eliminando escalas em outros aeroportos do país.

Nos dois primeiros meses do ano, as aeronaves responderam por US$ 310 milhões das importações do Espírito Santo. Somente em fevereiro, o crescimento foi de 23,3% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Comex Stat. São números que consolidam o Estado como importante hub de importação de bens de alto valor do país.

Embora grande parte das aeronaves utilize o Espírito Santo apenas como porta de entrada para os trâmites de nacionalização antes de seguir para seus destinos finais, o fluxo gera impactos diretos na economia local. O movimento impulsiona a arrecadação, amplia a movimentação aeroportuária e estimula a oferta de serviços especializados de alto valor agregado.

Os incentivos fiscais e a localização estratégica explicam a preferência pelo Espírito Santo. O estado facilita a distribuição para diferentes regiões do país, ao mesmo tempo em que oferece condições tributárias competitivas para importadores.

Avanço

Outro avanço recente reforça ainda mais essa posição. O Aeroporto de Vitória está habilitado para realizar o processo de imigração de tripulações de aeronaves executivas internacionais. Com isso, todo o procedimento de nacionalização pode ser concluído diretamente na capital capixaba, eliminando a necessidade de escalas em outros aeroportos brasileiros.

A advogada especializada em direito aduaneiro, marítimo e portuário, Luciana Mattar Vilela Nemer, explica que, até então, mesmo quando o destino final era o Espírito Santo, aeronaves vindas do exterior precisavam realizar paradas adicionais em outros estados para o cumprimento das exigências migratórias.

“Essa etapa aumentava custos operacionais e prolongava o tempo de nacionalização. Era uma demanda histórica do comércio exterior.”

Para Luciana, a mudança representa um ganho relevante de eficiência, enquanto o estado dá um passo importante para consolidar um ecossistema ainda mais robusto.

“A possibilidade de realizar todos os trâmites no próprio estado reduz custos logísticos, encurta prazos e traz mais previsibilidade para os importadores. Além de já se destacar pela estrutura fiscal e logística, o estado dá um passo importante para consolidar um ecossistema ainda mais robusto ligado à importação de bens de alto valor.” (Por Roberta Peixoto/AsImp/C2 Press)

Leia também:

Comércio exterior movimenta US$ 1,67 bilhão no Espírito Santo
Páscoa deve movimentar R$ 71,9 milhões no comércio capixaba
Espírito Santo lidera ranking de serviços prestados às famílias
Espírito Santo criou 2.434 empregos formais em janeiro
Confiança de empresários cresce e sustenta ambiente favorável

ACESSE: 
SITEINSTAGRAMLINKEDINFACEBOOK | YOUTUBE | APP | RÁDIOSNET