SAÚDE
Agentes falam sobre o orgulho de atuar na Assistência Social
O trabalho exige habilidade ao volante e requer sensibilidade para lidar com realidades complexas.
Em 30/06/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia
Fotos: Divulgação/Prefeitura de Vitória
Se você acha que motorista é apenas quem conduz um veículo automotor, precisa ler a história de João Luiz Felix Moreira e José Marcelo Rodrigues, que atuam no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Alaídes dos Anjos, no Território de Santa Martha. Para eles, o trabalho de direção dos veículos, inclusive, os adaptados do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Pessoas Idosas (SAD), exige mais do que habilidade ao volante, pois requer sensibilidade para lidar com realidades complexas.
Atuar na Assistência Social de Vitória trouxe uma gratidão intensa para João Luiz. Ele contou que, desde o início das atividades junto às equipes técnicas, a percepção sobre a relevância de sua profissão mudou profundamente.
"Nós desempenhamos um papel de garantia de direitos sociais. Nós possibilitamos que as ações de campo se materializem na prática."
O motorista exemplificou esse impacto com uma memória marcante.
"Levei um usuário que tinha o sonho de conhecer o mar. Isso ficou gravado na minha memória. Saber que fiz parte de um momento tão especial traz um aprendizado enorme."
Para o motorista José Marcelo, o sentimento de pertencimento ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) transforma o cotidiano. Após anos conduzindo caminhões pelas rodovias do país, ele trocou o isolamento das estradas pelo convívio diário com as famílias atendidas.
"Eu vivia sozinho. Aqui, aprendi muito com a convivência. Essa troca diária me motiva a prestar um atendimento de excelência."
José Marcelo destacou o orgulho de trabalhar no SAD.
"Sinto que contribuo positivamente na vida dessas pessoas e que meu esforço é fundamental para o sucesso de toda a equipe. Tenho orgulho de fazer parte desse coletivo."
A técnica de referência do serviço, Ana Paula Soares Carreiro, comentou que a qualidade desse serviço passa por um processo contínuo de acompanhamento técnico.
"A sensibilidade e o preparo técnico andam juntos no cotidiano da função. Analisamos a capacidade de escuta, a empatia e o compromisso social desse profissional, pois ele é um elo importante nesse nosso trabalho socioassistencial."
A gerente de Atenção à Família, Juliana Moura, ressaltou como o desempenho dos condutores consolida o sucesso das metas da proteção social básica.
"Os motoristas são parte integrante das equipes de referência. O acolhimento oferecido por eles no trajeto qualifica todo o restante do atendimento técnico, fortalecendo os vínculos familiares que buscamos proteger."
A secretária de Assistência Social, Carla Scardua, finalizou destacando a importância estratégica desses trabalhadores para a garantia dos direitos sociais da população.
"Os motoristas do Suas não transportam apenas pessoas, estas pessoas carregam o que possuem de mais precioso, as suas histórias de vida que os compõem, eles fazem chegar a política pública da Assistência Social às famílias que precisam. O atendimento de excelência desses profissionais garante que a rede socioassistencial funcione com humanidade, eficiência e compromisso com a transformação social."
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