ECONOMIA NACIONAL

Setor produtivo critica taxa de juros Selic em 13,75% ao ano

O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a retomada dos cortes na próxima reunião do Copom.

Em 05/11/2026 Referência CORREIO CAPIXABA - Redação Multimídia

Foto: Pch.vector/Divulgação/Magnific

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como equivocada e excessivamente conservadora. Para a entidade, a manutenção dos juros elevados encarece o crédito, prejudica empresas e famílias e desacelera a economia.

A manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi alvo de críticas do setor produtivo. Entidades da indústria e do comércio apontam prejuízos à atividade econômica, ao crédito, aos investimentos e ao orçamento público. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também criticou a decisão.

CNI cobra redução

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como equivocada e excessivamente conservadora. Para a entidade, a manutenção dos juros elevados encarece o crédito, prejudica empresas e famílias e desacelera a economia.

O presidente da confederação, Ricardo Alban, defendeu a retomada dos cortes na próxima reunião do Copom, prevista para dezembro.

“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade dos preços.”

A entidade também destacou o aumento do endividamento das famílias e a pressão sobre os custos de financiamento das empresas.

Impacto

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, afirmou que os juros elevados prejudicam comércio, serviços e indústria, além de limitar o consumo e os investimentos.

“Está na hora de o Banco Central adotar uma política monetária que tanto controle a inflação quanto não prejudique o ritmo de atividade econômica”, declarou.

Queiroz acrescentou que a taxa de juros é um impedimento ao crescimento econômico e citou a expectativa de expansão inferior a 2% neste ano.

Críticas à decisão

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticaram a manutenção da Selic. Para a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT, Juvandia Moreira, a política monetária amplia o endividamento e compromete recursos públicos.

“Quanto mais alta a Selic, maior também será a dívida do Estado, com menos recursos sobrando para o que importa, como saúde, educação e segurança.”

A Força Sindical, por sua vez, classificou a decisão como “irracional, nefasta e desastrosa”. O presidente da entidade, Miguel Torres, afirmou que os juros altos restringem o crédito, a produção e a geração de empregos. (Wellton Máximo - da Agência Brasil)

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